segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A Líbia está fora de controlo… O Egito não ouve… Israel faz o que quer… Não podemos fazer nada contra os massacres na Síria… e quanto ao resto, somos impotentes!

Por outras palavras, o Bloco já não é bom como o milho. É uma velha com buço. Sem a agenda sexy, sem marketeiros e sem fellinianas, este partido ostenta um buço igualzinho ao do PCP. Sim, claro, é um buço muito progressista, muito de esquerda, sei lá, mas não deixa de ser um buço. E, buço por buço, prefiro o da Odete Santos.

E eu que achava que não havia silly season....

"O piropo e o ridículo mundo do Bloco

 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


Os empresários do calçado defendem que a redução da contribuição das empresas para a Segurança Social e o agravamento para os trabalhadores é uma medida injusta, admitindo distribuir a poupança alcançada  pelos seus funcionários.  



Cá está:


"O dinheiro que eu ganhar será diretamente para os trabalhadores", garantiu  o empresário de calçado Luís Onofre, na feira calçado em Milão, rejeitando  que a proposta do Governo de reduzir a Taxa Social Única (TSU) conduza à  criação de emprego. 
O empresário explicou que distribuir a poupança conseguida com a redução  da TSU "é uma forma de motivar" os 52 funcionários que emprega na fábrica  em Oliveira de Azeméis, considerando que "se a ideia é aumentar a produtividade  nacional, esta medida vai no sentido contrário".  
"Este apoio às empresas não vai criar mais emprego. Eu não vou criar  mais emprego", declarou.  

sábado, 15 de setembro de 2012

15 de Setembro

Urge fazer duas questões:

-As medidas apresentadas resolvem? Não. Os resultados da descida da TSU são absolutamente marginais do ponto de vista económico e do ponto de vista da criação de emprego. As medidas não fazem, de facto, sentido e actuam pouco onde o PSD e CDS defendiam. O nosso querido Leviatã atingiu dimensões incomportáveis e que nos estão dia para dia, a levar à bancarrota. Uma irresponsabilidade total por parte de quem tem o dever de estudar, de encontrar soluções e de as apresentar aos portugueses de forma coerente. É isso, primeiro ponto, falta de coerência. 
Como escreve Henrique Raposo, "as empresas não têm acesso ao financiamento bancário e sem esse impulso, têm poucas oportunidades de lançar investimento criador de emprego. Descer a TSU num contexto de escassez de crédito para as empresas é o mesmo que plantar um belo jardim e esquecer a água, é o mesmo que dar viagra a um eunuco"
Um governo que é incapaz de executar uma política de corte claro e duro à despesa pública, permitindo aos portugueses um raciocínio economicamente saudável, é imperdoável.
Crise na coligação?!? Há muito menino no PSD e CDS que ainda não percebe que isto não é uma questão partidária, ou pelo menos, deixou de o ser. É uma questão de Estado e não adianta teatrozinhos de parte a parte.


- Depois, há outra questão importante: o impacto que esta medida causa na coesão social do país. 
A forma de anúncio das medidas (e sem esperar pelas reacções da troika, disparate completo!!), criaram o sentimento de angústia e desespero que era aquilo que ainda nos diferenciava de países onde os brandos costumes não são tão visíveis.

Agora, não me venham com manifestaçõezinhas de "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas". Isto é brincar com o País, é a brincar com tudo o que já se conseguiu até agora (que é, por vezes, também esquecido).
O pior que nos podia acontecer neste momento, enquanto País que mostra confiança aos mercados externos, era uma crise política. E anda por aí muita gente com sede de que isto vire Atenas. O PS, então, tem uma "grande lata", age e fala aos portugueses como se eles não tivessem memória e como se o PS não tivesse grande responsabilidade pela situação em que nos encontramos.
Se bem me lembro, Sócrates teve a proeza de duplicar a dívida soberana de Portugal durante os 6 anos de governação. Aumentou a função pública, aumentou as obras públicas, venceu as eleições à custa de promessas que sempre dependiam de recurso ao crédito obtido nos mercados internacionais. 
E aqueles que vão à manifestação são os mesmos que sofrem de amnésia, aqueles que não quiseram saber e foram atrás do direito ao TGV e quilómetros de auto-estradas para impedir que uma região se sentisse inferior a outra, as PPP e as ex-Scuts - o Dr. Paulo Campos ainda tem um lugarzinho na Assembleia? 
E então, vão exigir agora o quê?

Mentes pequenas discutem pessoas, mentes medianas discutem eventos e grandes mentes discutem soluções e ideias, já dizia a primeira-dama dos EUA há cerca de 80 anos atrás.


É esse o problema. É o défice democrático que existe no nosso país, é a falta de sentido de Estado e a gritante necessidade de revitalização dos partidos políticos no sentido da sua acção em prol do caminho certo para o País.
O nosso país, mais do que economicamente e financeiramente falido, é civicamente e moralmente destruído.
Sentem-se à mesa, discutam, encontrem medidas viáveis, medidas com sentido.
Porque eu, eu também partilho deste sonho.



terça-feira, 11 de setembro de 2012

#2 Ainda sobre o anúncio do PM

Aquilo que poderia muito bem ser uma carta aberta a Pedro Passos Coelho. Exige-se mais coragem e dignidade nas opções políticas. Principalmente isso, sim, dignidade.





(...)




segunda-feira, 10 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Desculpe, importa-se de repetir?





Em Dezembro de 2011, numa conferência do Ministério Público sobre o combate à corrupção, criticou o "excesso de garantias" de que dispõem os arguidos e os poderes infindáveis de que beneficiam os acusados... de crimes de corrupção e defendeu (ainda!!) alterações da lei para combater o crime organizado, cada vez mais evidente e que, segundo a mesma "toma conta do poder de decisão".

Afinal, em que ficamos?


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

#1 Porque chegámos a este estado?

Paulo Trigo Pereira apresenta o livro Portugal: Dívida Pública e Défice Democrático.
Alerta para o facto de que os problemas das finanças públicas em Portugal não são conjunturais e têm as suas raízes no mau funcionamento da Democracia. Defende a renovação da Democracia portuguesa, no sentido da sua requalificação. E dá um exemplo dessa renovação: discussão das medidas da política antes de serem aplicadas. Sejam medidas legislativas, decisões de investimento público ou outras. Até ao fim do ano, vai sair um pacote de medidas para as autarquias, incluindo uma nova lei de finanças locais. A verdade é que se isto for feito por comissões à porta fechada, sem debate público, vão sair más leis.

terça-feira, 10 de julho de 2012

"Um país invertebrado", por Vasco Graça Moura


"A defesa e valorização da nossa língua no plano internacional, muito em especial junto das instâncias da União Europeia, tem sido preocupação constante de alguns parlamentares. Nos tempos em que exerci o mandato de deputado ao Parlamento Europeu não fui o único a envolver-me nessa questão, sendo justo salientar nomes como os dos então meus colegas Edite Estrela e José Ribeiro e Castro, aquela reforçando frequentemente a insistência na não marginalização do português no trabalho das comissões e este procurando consagrar por vários modos o reconhecimento efectivo da projecção internacional do português.
É precisamente de José Ribeiro e Castro um artigo publicado no Expresso de 19.2.2011, sob o título "Requiem pela língua portuguesa", a propósito da cooperação reforçada que visa privilegiar as línguas inglesa, francesa e alemã, no tocante ao registo de patentes.Só posso aplaudir o que ele diz. E corroborar o princípio, mais do que evidente quanto às línguas nacionais, de que não são admissíveis línguas de primeira e línguas de segunda na União Europeia. Muito embora se possa compreender que o registo de patentes se simplificaria consideravelmente se se reduzisse o número de idiomas em que é admitido, não se pode aceitar esse argumento: de outro modo, também se simplificariam todos os pro- cedimentos e se economiza- riam verbas astronómicas se fosse dispensado o recurso às vá- rias línguas nacionais, quer nas várias instâncias europeias, quer no resto do mundo... 
A União Europeia tem necessariamente de pagar o preço da sua diversidade linguística e da sua pluralidade cultural.Todavia, se é certo que estou plenamente de acordo com Ribeiro e Castro quanto a todos os pontos por ele aflorados, devo dizer que Portugal tem o que merece. O nosso país, pela mão obscena dos seus políticos, tem perpetrado tão implacavelmente o assassínio da sua língua materna, com a alegre colaboração de alguma comunicação social, que as patentes são pequenas bodelhas boiando no vasto oceano de tanta irresponsabilidade.
A maneira como essas entidades se prestaram a acatar uma ignomínia, aliás inaplicável, que dá pelo nome de Acordo Ortográfico é eloquente: para não falar já nas trapalhadas relativas ao emprego do hífen e ao uso de maiúsculas e minúsculas, acontece que ninguém é capaz de fazer funcionar correctamente as suas regras, por ser impossível determinar, no tocante às chamadas consoantes mudas, quando é que elas se mantêm, por serem pronunciadas num ou noutro dos lados do Atlântico, e quando é que elas se suprimem, por não o serem em nenhum deles."

segunda-feira, 23 de abril de 2012


"Portugal sempre precisou de turismo, mas agora precisa ainda mais. Porquê? Porque o turismo é uma exportação. É uma exportação de caipirinha na mão, mas é uma exportação. E nós, neste momento, precisamos de todas as exportações que conseguirmos encontrar. É, portanto, um absurdo aquilo que se está a passar em algumas auto-estradas que fazem fronteira com Espanha, como por exemplo a via do Infante: os turistas espanhóis são barrados por portagens idiotas; portagens que, vejam só, exigem um imposto em troca da entrada em Portugal; portagens que dizem "olhem, nós temos um país especial e bonito, logo, vocês têm de pagar para entrar, percebem?". Não, não percebem. Em consequência, cidades como Vila Real de Santo António, que dependiam do salutar comércio entre espanhóis e portugueses, estão a morrer. 

Vamos lá ver se nos entendemos. As ex-SCUT são um assunto nosso. As ex-SCUT resultaram de um disparate de Guterres e Cravinho, e agora temos de pagar esse disparate. Ok, é a vidinha. Mas isto é um assunto interno, isto resolve-se dentro do balneário. Nós é que temos de pagar as portagens, não os espanhóis e outros estrangeiros que entrem em Portugal com o seu carro. Colocar os espanhóis a pagar portagens logo à entrada é o mesmo que dizer "olhem, deem meia volta, que nós não queremos o vosso dinheiro". Isto é um absurdo. Aquelas portagens estão a impedir a entrada de dinheiro em Portugal, numa altura em que Portugal precisa de todas as injecções de capital, mesmo aquelas que entram a bordo de um Opel Corsa.